Nunca tiveram aqueles pensamentos completamente absurdos em que acabaram a discutir convosco?
"Começo por dizer duas coisas, duas simples e meras coisas. A primeira é a de que estou um pouco insano para escrever, ainda para mais a esta hora, onde tudo e nada me vêm à cabeça. A segunda razão é plausível, por incluir uma alusão meramente fugaz para o correcto funcionamento do meu interior, do meu…digamos sistema pessoal de processamento. Serão as duas coisas realmente importantes para estar para aqui a dizer estes sinceros disparates ou acho apenas que esta situação não tem razão de ser? Opto então pela segunda questão. Que questão? Mas que disparate, não se aperceberam que não existe nem nenhuma nem qualquer questão a se sacrificar em prol de outra mera e simples questão? É um corrupio de informações que se complementam umas às outras, sem sentido, sem razão, sem querer. O chocar de ideias pode ser uma espécie mortal de aprendizagem. Senão vejam bem, temos um sol que se diz ser amarelo porque alguém teve a feliz ideia de olhar para cima e dizer, és amarelo. Se tivesse dito, olha, és uma mesa, hoje em dia o que nos subentendemos por sol não passaria de uma simples mesa e se calhar o que é hoje em dia uma mesa poderia ter o nome de caneta, para simplesmente confundir um pouco e pouco mais as coisas. Tudo não passa de um cruzar de informações ou de ideias ideais que alguém pensa fazer algum sentido, mas que na verdade não passa de isso mesmo, de ideias. Houve na antiguidade quem fosse chamado de louco e condenado à morte quando se referia por exemplo que a terra não era o centro do universo e sim o sol, mas haverá essa mesma certeza hoje em dia, com a mais moderna tecnologia? Saberemos nós com todos os recursos que temos à nossa disposição, em arriscar e descobrir o verdadeiro significado de estarmos aqui? Não passamos nós, a meu ver, de uma espécie rara de animal, e perante outros somos superiores só porque pensamos e caçamos para comer? Meus amigos, cara plateia, há quem nos coma. Já pensaram bem? Há quem nos persiga para ver se é tenra a nossa carne. Sabiam que sabe a galinha? Não que já a tenha provado mas houvesse com cada coisa quando se está na casa de banho. É naquele momento de garantias universais que todos temos as nossas ideias geniais, de como fazer um carro andar a água do mar, de modo reduzir os CFC´s que combatem a nossa amiga camada do ozono. Ela até é bem amiga, jeitosa, mas quem a protege a ela de nós? Bom, ideias ideais dessas nenhum humano tem, ou o que quer que se entenda por humano.
Para entenderem melhor o conceito de ideia ideal, passo a transmitir uma circular que correu mundo nos meus tempos mais passados, ou seja, há coisa de cinco ou dez minutos. O conceito é todo aquele envolver de situações em que uma à uma é-lhes retirada o crédito de verdade, para depois lhes dar um pontapé tipo ribanceira abaixo, encostando-as a um canto escuro onde ninguém mais as encontra. Fica, por fim, uma única e ténue ideia do que é essa coisa, do que é realmente essa situação, esse querer de vontade superior que desenvolta uma simples verdade, ou seja, o que é? Não percebem, tudo se resume a uma simples questão, o que é. Para todo e qualquer objecto, nós perguntamos, se for desconhecido, o que é. E como quando nascemos não conhecemos nada, tudo para nós é simplesmente igual, e daí o facto de nos questionarmos o resto da vida em torno de uma figura que de mitológica pouco tem, na absurda conquista de saber ou pelo menos tentar lidar com esta questão, o que é! Mudando um pouco de assunto, pássaros. Quem são e onde vivem? Agora ficaram confusos, mas eu passo a explicar ou a tentar reduzir em palavras o que para mim é nítido, claro como a água. Depende também do tipo de água. Nem sempre é clara. A dos canos então, muitas vezes parece que tingiu os cabelos de ruivo. Mas passando à frente que nem tudo é o que parece e se não fossem as laranjas já estaria a dormir a esta hora. Efeitos da milagrosa e pura, benéfica, genial cafeína. Desde há séculos que este milagre da ciência mantém acordados ao vivo e a cores, mas só desde há alguns anos para cá que antes era a preto e branco, os mais bravos e os mais fortes da terra. Uma canecada daquele puro, pois pois, malte, acordava se necessário uma inteira vila. Bastava o cheiro para levantar os corpos mortos que jazem no cemitério do além. Era cá uma potência. Hoje em dia temos a bica, o café, descafeinado, cheia, curtinha, chávena quente, fria, abatanado, chávena escaldada, italiana, sei lá que mais. Não basta o belo do café? Para mim chega e sobra. Mas como todos os outros e há mais esquisitos do que a minha pessoa, gosto do café assim mais a atirar para o frio. Principalmente se não estiver queimado. É que não há nada pior que um belo de um café, cheiro maravilhoso, salta à vista mas que sabe que nem mer…! Acho que me faço entender, talvez seja por isso que penso que nesta vida basta um ALELUIA em grande para nos sentirmos de novo vivos e despertos para a coisa e tal. Mas como tudo o que é bom tem um fim, basta acabar a sobremesa que logo sentimos um arrepio de frio por termos danificado algo belo."
22-05-2006
"Começo por dizer duas coisas, duas simples e meras coisas. A primeira é a de que estou um pouco insano para escrever, ainda para mais a esta hora, onde tudo e nada me vêm à cabeça. A segunda razão é plausível, por incluir uma alusão meramente fugaz para o correcto funcionamento do meu interior, do meu…digamos sistema pessoal de processamento. Serão as duas coisas realmente importantes para estar para aqui a dizer estes sinceros disparates ou acho apenas que esta situação não tem razão de ser? Opto então pela segunda questão. Que questão? Mas que disparate, não se aperceberam que não existe nem nenhuma nem qualquer questão a se sacrificar em prol de outra mera e simples questão? É um corrupio de informações que se complementam umas às outras, sem sentido, sem razão, sem querer. O chocar de ideias pode ser uma espécie mortal de aprendizagem. Senão vejam bem, temos um sol que se diz ser amarelo porque alguém teve a feliz ideia de olhar para cima e dizer, és amarelo. Se tivesse dito, olha, és uma mesa, hoje em dia o que nos subentendemos por sol não passaria de uma simples mesa e se calhar o que é hoje em dia uma mesa poderia ter o nome de caneta, para simplesmente confundir um pouco e pouco mais as coisas. Tudo não passa de um cruzar de informações ou de ideias ideais que alguém pensa fazer algum sentido, mas que na verdade não passa de isso mesmo, de ideias. Houve na antiguidade quem fosse chamado de louco e condenado à morte quando se referia por exemplo que a terra não era o centro do universo e sim o sol, mas haverá essa mesma certeza hoje em dia, com a mais moderna tecnologia? Saberemos nós com todos os recursos que temos à nossa disposição, em arriscar e descobrir o verdadeiro significado de estarmos aqui? Não passamos nós, a meu ver, de uma espécie rara de animal, e perante outros somos superiores só porque pensamos e caçamos para comer? Meus amigos, cara plateia, há quem nos coma. Já pensaram bem? Há quem nos persiga para ver se é tenra a nossa carne. Sabiam que sabe a galinha? Não que já a tenha provado mas houvesse com cada coisa quando se está na casa de banho. É naquele momento de garantias universais que todos temos as nossas ideias geniais, de como fazer um carro andar a água do mar, de modo reduzir os CFC´s que combatem a nossa amiga camada do ozono. Ela até é bem amiga, jeitosa, mas quem a protege a ela de nós? Bom, ideias ideais dessas nenhum humano tem, ou o que quer que se entenda por humano.
Para entenderem melhor o conceito de ideia ideal, passo a transmitir uma circular que correu mundo nos meus tempos mais passados, ou seja, há coisa de cinco ou dez minutos. O conceito é todo aquele envolver de situações em que uma à uma é-lhes retirada o crédito de verdade, para depois lhes dar um pontapé tipo ribanceira abaixo, encostando-as a um canto escuro onde ninguém mais as encontra. Fica, por fim, uma única e ténue ideia do que é essa coisa, do que é realmente essa situação, esse querer de vontade superior que desenvolta uma simples verdade, ou seja, o que é? Não percebem, tudo se resume a uma simples questão, o que é. Para todo e qualquer objecto, nós perguntamos, se for desconhecido, o que é. E como quando nascemos não conhecemos nada, tudo para nós é simplesmente igual, e daí o facto de nos questionarmos o resto da vida em torno de uma figura que de mitológica pouco tem, na absurda conquista de saber ou pelo menos tentar lidar com esta questão, o que é! Mudando um pouco de assunto, pássaros. Quem são e onde vivem? Agora ficaram confusos, mas eu passo a explicar ou a tentar reduzir em palavras o que para mim é nítido, claro como a água. Depende também do tipo de água. Nem sempre é clara. A dos canos então, muitas vezes parece que tingiu os cabelos de ruivo. Mas passando à frente que nem tudo é o que parece e se não fossem as laranjas já estaria a dormir a esta hora. Efeitos da milagrosa e pura, benéfica, genial cafeína. Desde há séculos que este milagre da ciência mantém acordados ao vivo e a cores, mas só desde há alguns anos para cá que antes era a preto e branco, os mais bravos e os mais fortes da terra. Uma canecada daquele puro, pois pois, malte, acordava se necessário uma inteira vila. Bastava o cheiro para levantar os corpos mortos que jazem no cemitério do além. Era cá uma potência. Hoje em dia temos a bica, o café, descafeinado, cheia, curtinha, chávena quente, fria, abatanado, chávena escaldada, italiana, sei lá que mais. Não basta o belo do café? Para mim chega e sobra. Mas como todos os outros e há mais esquisitos do que a minha pessoa, gosto do café assim mais a atirar para o frio. Principalmente se não estiver queimado. É que não há nada pior que um belo de um café, cheiro maravilhoso, salta à vista mas que sabe que nem mer…! Acho que me faço entender, talvez seja por isso que penso que nesta vida basta um ALELUIA em grande para nos sentirmos de novo vivos e despertos para a coisa e tal. Mas como tudo o que é bom tem um fim, basta acabar a sobremesa que logo sentimos um arrepio de frio por termos danificado algo belo."
22-05-2006



Dana_bebek
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