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A nossa poesia

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Dom 15 Abr 2012, 6:14 am



São vastos e extensos os meus pensamentos agora, sobre outrora, sobre o tempo que é agora e que será ainda mais depois;
Fustigada por palavras, tantas tuas, outras minhas, senti no peito emoções sentidas, apagadas e esquecidas, mas nunca rasgadas ou renegadas.
Ocorre-me que entre nós parecia uma novela de tv com argumento de adolescente, impacientes, desconhecedores do tão segredado fim, em que todas as voltas, curvas desencontradas, poderiam levar a um mesmo lugar;
Porque poderiamos simplesmente deixar de lado a dor de quem poetisa, e apenas combinar sentar em algum lugar, e tomar um chá entre as trocas de olhar e as conversas desenfreadas;
Porque poderiamos apenas ser os melhores amigos, um para o outro, sem limites de espaço e som, ao invez de nos afastarmos.


xxx

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Re: A nossa poesia

Mensagem por komodore em Sex 27 Abr 2012, 3:38 pm

Dana_bebek escreveu:

São vastos e extensos os meus pensamentos agora, sobre outrora, sobre o tempo que é agora e que será ainda mais depois;
Fustigada por palavras, tantas tuas, outras minhas, senti no peito emoções sentidas, apagadas e esquecidas, mas nunca rasgadas ou renegadas.
Ocorre-me que entre nós parecia uma novela de tv com argumento de adolescente, impacientes, desconhecedores do tão segredado fim, em que todas as voltas, curvas desencontradas, poderiam levar a um mesmo lugar;
Porque poderiamos simplesmente deixar de lado a dor de quem poetisa, e apenas combinar sentar em algum lugar, e tomar um chá entre as trocas de olhar e as conversas desenfreadas;
Porque poderiamos apenas ser os melhores amigos, um para o outro, sem limites de espaço e som, ao invez de nos afastarmos.


xxx

Por muito vastos que os meus sejam, são pensamentos prementes de identidade, de passado fugidio, do que foi esquecido e o que não dito foi rogado em palavras vãs.
Novela essa que eu veria todos os episódios, ou os realizaria a meu modo, sem dores de peito aberto e verdade à chapada, sim, poderíamos nos sentar numa tea lounge e escorrer em palavras o que sou, o que tu és, quem sou, quem és, e limitarmo-nos ao silêncio quando os nossos olhos roçarem entre eles...

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Sab 05 Maio 2012, 5:43 am

D.E.S.T.I.N.Y.


As vezes questiono essa tal persona que escreve certo por linhas tortas.

Quem te escreveu tal destino de fenecimento tão trágico e inesperado não sabia com certeza as vozes e corações que hoje choram a plenos pulmões a perda de teu magnânimo sorriso e alma!

Ficará eternamente gravado em todos aqueles com que te cruzas-te, o sorriso, a alegria, a felicidade que transparecias. a pessoas linda que eras e continuarás sempre a ser!

Aguarda ai em lugar incerto, até ao próximo reencontro....

este não será jamais um adeus, mas sim, um breve até já amigo!

Sad

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Qua 23 Maio 2012, 2:56 am

Olhei e esperei ver-te expirar ar uma vez mais;
susti a minha própria respiração, como quem espera que o outro respire primeiro....e só eu respirei de novo;
Olhei novamente o peito teu na esperança de o ver mover delicadamente, como se me houvessem enganado e estivesses apenas a dormir....mas tu não acordavas, nunca mais acordas-te;
Olhei-te e lembrei-me da tua última vez que te vi, sorrias, e eu sorria contigo, hoje não sorrio mais!
Pediram-me que asteasse branco por ti, ao que eu concedi, independentemente de acreditar que isso te faça diferença alguma, tu que já atravessas-te a ponte camuflada, apenas pelos que ficam, aos que restam ainda dias e respirações, por esses, que te choram e que te querem de volta, choraremos uma última vez unidos, vestidos de branco como um só, aquando teu corpo aquecer a terra, para depois deste dia, recordar apenas o som do teu riso, e a magia do teu olhar!
Porque podes ter partido cedo demais, mas viveste tempo suficiente para Pra sempre seres recordada!

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Dom 03 Jun 2012, 3:51 am

Existem 5 fases da dor:

Negação: Não, isto não aconteceu, não é possível, não é verdade;
Raiva: Porquê? Que mundo é este? Que destino cruel pode ser este?;
Negociação: Só mais um dia, só mais um momento, só mais uma oportunidade!;
Depressão: Sad
Aceitação: ?

...:

Não consigo aceitar.


Remói-se sobre cada fase, sobre cada memória, sobre cada oportunidade que foi e não volta, e tudo permanece igual, e só o tempo, quando assim bem entender, nos deixa percorrer todas as fases da dor, da perda, sem momento oportuno, para encerrar um capítulo que não é nosso, mas com o qual sobrevivemos a cada dia, sem hora exacta para por fim aceitar.

Eu continuo na fase um.....
mesmo depois de lançar terra sobre corações que não batem mais.


Rolling Eyes

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Dom 03 Jun 2012, 4:22 am

Porque sempre tem um momento em que inundas a alma, e me enches o coração e o sorriso se faz como ar que se respira tranquila e serenamente;
Porque encontro em rasgos de memórias tuas, palavras que imagino serem sobre mim, para mim,.. como tenho saudades de palavras tuas somente para mim...!
Releio lembranças, procuro pequenas expressões que possam ter sentido por mim, e anseio em saber, imagino eu, se ainda alguma coabita no teu peito, dedicada apenas a pessoa minha.
Porque nem sempre, mas quase todas as vezes, sinto falta de ti, de sentir que estavas ao meu lado ai a tantos kilometros de distância, num pedaçinho que era só nosso, a única parte que era verdadeira e únicamente nossa e para nós;
E então, preparo o sono que a muito me chama, para acalmar o remendo que ficou no meu peito desde a última vez que foste para mim como eu fui para ti, o amor, que não é nem foi amor, mas que sempre amou o que tinhamos e era nosso.

Amanhã procurarei outras recordações, quem sabe não encontro, as saudades que talvez tenhas tu de mim como as que eu guardo todos os dias, quando penso em ti!...

Love

.xxx

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Dom 03 Jun 2012, 4:30 am

Que ela guarde o teu abraço como guardaria uma jóia rara e valiosa;
Não a invejo, sei que é ela quem te semeia sorrisos e te faz suspirar ao entrar na sala, apenas espero que na imensidade da felicidade que te desejo, exista um cantinho, que dediques ao amor que foi nosso, não de amantes, nem enamorados, mas de quem ama sem amar, mas ama de verdade, sem amor de paixão, mas amor de quem se precisa, de quem se reconhece a verdadeira falta, sobretudo quando esta quase tão perto e que por este ou aquele motivo não se dirige a palavra, a mão, o abraço, o beijo carinhoso e sem malícia alguma.
Que ela te saiba guardar no coração como te guardo, porque acima de amor, de paixão, esta muito mais!
Porque se o teu coração esquecesse o amor que um dia me juraste, eu poderia por fim ser tua, como sou daqueles a quem amo, e que não sabem o quanto o meu coração respira felicidade, quando a simples palavra Saudade, me prenunciam!
Que o mundo conspire para te reencontrar uma vez mais, e meus braços iram se estender, e meus lábios tua face aguardar!...

Porque seria bem mais fácil, se soubessem nos meus olhos ler, a saudade, que no meu peito guardo!...

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Dom 03 Jun 2012, 4:48 am

Porque eu sempre insisto em procurar chegar na 1a fila do coração de alguém, se nem para ficar nas bancadas mais altas do meu, elas o tentam fazer????
cansei de esperar amizade e sentimento de quem nunca tenta conquistar ou manter a minha!
Não me encontras mais madrugada fora?
Não lês mais o meu nome no tocar do telefone?
Experimenta procurar por mim... e termeas por inteira!...

Quem espera sempre alcança, mas até lá, pode cansar de ficar a espera em sala vazia e abafada!

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Re: A nossa poesia

Mensagem por komodore em Ter 05 Jun 2012, 11:21 am

"Já vivi mil anos,
E um mais este ano vivo,
E vejo o meu degredo,
Desta ruela que mete medo,
Passear de mão dada contigo.

A teu lado sinto-me seguro,
O meu sentir aprisionado,
Mas no bom sentido, é claro,
Que de escuro já basta,
A noite na ruela que mete medo.

Acendo a luz do meu pirilampo,
Assim como do candeeiro de rua,
Vejo uma intempérie quase nua,
E ao meu pesar nem tanto,
Dedico tempo ao meu chorar.

Chora fora do tempo,
E esperem pelo fogo da meia noite,
Pela luz e calmaria,
Tua voz já se esvai,
Na minha mente que se perde,
Na ruela escura que mete medo."

Komodore

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Sab 23 Jun 2012, 4:19 am

Chorões de ausencias


E naquele momento o tempo parou!


Senti a tua mão na minha, ouvi o som da tua gargalhada alta e dominante, e vi o sol cair por terra sob chorões que se estendiam sob nossos pés á mercê das mãos insolentes que os tentavam saquiar disfarçadamente.

Senti o vento tocar-me a face e pensei que serias tu!

Então abri os olhos;
Tu não estavas lá mais, quinze anos voltaram a acontecer e era somente eu quem estancava sob o mar as lembranças mais bonitas que alguma vez me deste!

Mas todo este momento foi teu, foi nosso uma vez mais, um flash back de curta metragem mas carregado de profunda carga emocional, pelos poucos e breves momentos que tiverem juntos, mas tão presentes, tão memoráveis, tão... tão únicos como somente foram!

Porque o destino, apesar de nos traçar rotas que não mais se cruzarão nesta vida, deixou fragmentos suficientes para que possa para todo o sempre me lembrar de ti!


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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Qua 04 Jul 2012, 1:36 am



... E num segundo o meu oxigénio fez uma parada, e o coração bateu a mil;

Seria possivel?

Com tão pouca distância entre nossos passos, seria possivel estares no mesmo metro quadrado em que eu estava apenas a algumas horas e num momento quase único e exclusivo?

A silhueta era a tua, até a camisa era a mesma desde aquela última vez sobre a ponte dom luis e conversas de rua em fachadas brancas....

Frisei por segundos na esperança de ver o rosto da silhueta que enlouquecia freneticamente o meu coração em plena praça pombalina, esperando que a face fosse a tua, numa ansiedade esperançosa por te voltar a rever!

E vi-lhe os olhos, a barba, e os lábios.... mas não eram os teus, mas por uns instante, foi como se te tivesse sentido ali, perto de mim, quando era tão possivel tocar-te como outrora, e ainda assim esbocei um sorriso tremendo naquele momento...

Já viste o que despertas em mim?!.... Smile

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Ter 17 Jul 2012, 12:13 am

Coração,
façamos um acordo:
eu aguento as saudades, desde que não as sintas por quem não as sente por mim!
Deal?????....



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Re: A nossa poesia

Mensagem por komodore em Sex 20 Jul 2012, 2:11 pm

"Olhar escasso, sem ilusões, frio. Assim era o seu olhar. Nem me mirava nem se dignava a trocar comigo um olhar de fugida. Para quê? Para me esperançar e de nada servir?"

komodore
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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Sex 17 Ago 2012, 3:42 am

Medo.
São muitos os meus medos.
Os meus medos são muralhas de pedra de vários tamanhos e formatos.
Uns simples, outros nem tanto.
Hoje tive medo.
O que outrora era um desejo por cumprir hoje é uma vontade controlada por medo e receio.
Foram uns escassos segundos de tempo parado no tempo que me fizeram ter medo.
E eu tenho medo.Tive medo.Não tenho mais.
Deixei de olhar para trás pelos espelhos, deixei de apertar as mãos com força, senti o coração desacelerar, e o ar parou então....

....Fechei os olhos....

Sobrepus-me sob o medo, e deixei o corpo ser dormente;
Fluir a mente, e largar o corpo, o peso, e sentir um formigueiro peito acima, e a sensação de liberdade tomarem conta de mim!
E quando voltei a abrir os olhos.... a muralha não mais existia!

Isto, é superar o medo, apesar do medo sob mim.

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Sex 17 Ago 2012, 4:08 am

komodore escreveu:"Olhar escasso, sem ilusões, frio. Assim era o seu olhar. Nem me mirava nem se dignava a trocar comigo um olhar de fugida. Para quê? Para me esperançar e de nada servir?"


Olhar de quem não sabe o que lhe espera...
Assim era o seu olhar, no primeiro contacto fisico e pessoal em estação de tempo parado, onde se espera o que já há tanto se esperou.
Nem me mirava, nem a meu lado estava, somente sob a lente se atreveu a vir até mim, com argumento de filme de tv, aquele que mais ninguém agora vê, pois o olhar escasseou.
Mas como eu admirava aquele olhar.
Sedução cor de terra, barba cerrada, e mãos que querem tocar sem tocar...
A chuva parou, o tempo andou, e somente a fachada, da praça quase iluminada, nos reaproximou.
Hoje,as palavras já se foram, cabeça a minha, só os lábios lhe via, além do mundo que girava, sob os seus olhos de marfim.
Um olhar de fugida procuro sempre agora eu, em cada bocadinho que sei ser teu, até te voltar a reencontrar em estação de linhas de ferro, com forças, elas, não eu, para aguentar voltar a passar o dia inteiro a mirar, o olhar, que trocamos pelo canto da vista, para ninguem mais notar,o que havia a confessar, se nos voltassemos a encontrar!

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Qua 19 Set 2012, 4:04 am

Vazio, tudo se torna vazio, um vácuo de vida e sentimentos, porque mais que coração destroçado é uma alma quebrada e perdida, sonambula por entre tempos que se passam e que cortam como vidro.
Vazio, escou-a, o que ainda resta, sem repensar, sem olhar para trás, sem sentir arrependimento do que ninguém mais se arrepende.
Apaga-se o brilho no olhar, as lembranças, os desejos, as promessas falsificadas que haviam sido prometidas de bocas vãs e sedutivas, como medusa que enfeitiça com palavras para lhe seguir o olhar que petrifica almas e corpos.

Nao paga com a mesma moeda, mas olhar medusa novamente, ja somente pelo espelho.

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Re: A nossa poesia

Mensagem por komodore em Seg 24 Set 2012, 11:37 am

Dana_bebek escreveu:
komodore escreveu:"Olhar escasso, sem ilusões, frio. Assim era o seu olhar. Nem me mirava nem se dignava a trocar comigo um olhar de fugida. Para quê? Para me esperançar e de nada servir?"


Olhar de quem não sabe o que lhe espera...
Assim era o seu olhar, no primeiro contacto fisico e pessoal em estação de tempo parado, onde se espera o que já há tanto se esperou.
Nem me mirava, nem a meu lado estava, somente sob a lente se atreveu a vir até mim, com argumento de filme de tv, aquele que mais ninguém agora vê, pois o olhar escasseou.
Mas como eu admirava aquele olhar.
Sedução cor de terra, barba cerrada, e mãos que querem tocar sem tocar...
A chuva parou, o tempo andou, e somente a fachada, da praça quase iluminada, nos reaproximou.
Hoje,as palavras já se foram, cabeça a minha, só os lábios lhe via, além do mundo que girava, sob os seus olhos de marfim.
Um olhar de fugida procuro sempre agora eu, em cada bocadinho que sei ser teu, até te voltar a reencontrar em estação de linhas de ferro, com forças, elas, não eu, para aguentar voltar a passar o dia inteiro a mirar, o olhar, que trocamos pelo canto da vista, para ninguem mais notar,o que havia a confessar, se nos voltassemos a encontrar!

O quanto anseio eu pelo encontro e reencontro numa qualquer linha de ferro, de Norte a Sul de Portugal. Anseio pelo olhar fugidío, que reacendeu a minha paixão quanto de vi pela primeira vez, e me perdi uma vez mais.
Olhar de fugida, escasso, quando um beijo eles pediam, nada mais um traço de esgar olhar me deste.
Qual chuva, qual sol, apenas o tempo do não tempo nos separou, assim como o medo da distância ditou o fim dos nossos olhares.
Forças? Essas faltam-me num constante movimento de reavivar a memória do teu olhar, e quando penso que não tenho mais forças, voltas uma vez mais a inundar a minha mente, para te confessar, o que sinto por ti...

Olhar? Não sei qual será a minha reacção num próximo olhar...

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Re: A nossa poesia

Mensagem por analfabetismos.mentais em Ter 09 Out 2012, 12:33 am

Olá pessoal, sou novo por aqui. Realmente acho que me fascina mais a escrita e esta partilha de sentimentos do que as amostras e os passatempos.

Dana_bebek <3. Chorei a ler o que escreves. Obrigado pela oportunidade.

Deixo aqui um blog onde costumo escrever uns pensamentos. Não se assustem com a linguagem das últimas mensagens escritas, pois são fruto de alguma revolta de traição. Agradeço-vos se quiserem ler tais sentimentos.

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Ter 06 Nov 2012, 2:51 am

Porque o Hoje foi um Ontem.
Porque se diz, acredito eu que alguém o diga ou já o tenha dito outrora, que almas gémeas, sim, gémeas que a isso o acredito eu, são como espelhos que refletem, mesmo quando não se vêem, e mais ainda ao se olharem;
O meu Hoje que foi um ontem, ainda me fez estremecer, e eu não queria, não quis, mas estremeceu, estremeci, senti o friozinho da barriga naquele momento em que a música de fundo toca no seu mais alto quando o monstro vêm pegar a mocinha que não o esperar voltar a encontrar;
E estremeci;
O segundo em que passei frente a janela aberta que te conduziu até tão perto de mim após quase uma decada sem um único cruzar de linha, pareceu tão longo quanto a ida a lua...ou talvez até mais.


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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Sex 07 Dez 2012, 6:41 pm

Era uma sala escura.
Vazia. Fria. Parada.
No seu meio somente eu.
Eu. O corpo. O vazio. O desespero. A revolta. O Nada.
Nada!
Nada era tudo que me restava.
Aquela sala que para tantos era o equivalente a uma entrada psicótica em hospício perdido no meio de nenhures, era ali que eu estava.
Ausente de sentimento, esvaziaram-me as veias, e aos poucos me levam a alma também;
Ferida mal sarada, que definava lentamente, carne esfervecida que tentava repousar, encontrar alento, e constantemente massacrada, com facas que romoem e se aprofundam o mais fundo que o fundo possa ser...
Levaram-me tudo.
Foram-se todos.
Na verdade nunca lá estiveram, eram apenas sombras projectadas num filme noir com trama de humor negro e triller underground de um qualquer momento em que pensei que tudo o que via e ouvia poderia realmente existir.
Fiquei apenas eu.
A sala negra.
O vazio.
E mais ninguém.......



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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Sex 07 Dez 2012, 7:04 pm

Uma vez disseram-me que invejavam a minha capacidade de mascarar o que eu sinto, de sorrir nos piores momentos.
Nunca respondi a tal, mas a verdade, a verdade é que o que outros tantos veem como uma vantagem, é um peso nos ombros que carrego, uma cruz de betão numa cidadezinha feita de vidro.
Sempre defendi que cada um deve ter a consciencia de que se esta mal os outros não tem que o saber ou até mesmo serem atingidos por tal;mas as vezes, as vezes precisava de ser exactamente como os outros.
Precisava que alguém me olha-se nos olhos e disse-se que sabia que não era verdade quando eu sorria e dizia que estava bem, tudo estava bem,...Não estava!
Lembro-me de quando me disseram que liam os meus olhos, que eles me denunciavam, e gritavam ao mundo o que havia dentro de mim.
Dentro de mim há um mundo. Dois aliás!
Para os que me veem, ha o meu lado alegre, positivo, acho que até um pouco feliz, mesmo quando sarcasticamente me perguntavam se o gato tinha morrida para eu me vestir de preto(coisinha parva que eu levava a mal mas não dizia);
depois há o outro lado, ninguém o vê, camuflado sob o fingimento de que tudo se há-de resolver( e não resolve) e que se despenha em lágrimas e dor no peito no momento em que se dissolve e escreve ao expoente maior tudo o que nunca foi dito antes, o lado que vence nas noites vazias fechada em mim, e no que sinto.
E este lado vive assim até amanhecer, até o sol ou nuvens darem ares da sua vez, e até que o outro lado de mim mesma tenha que aceder a superficie danificada de mim mesma para sorrir e dizer: Sim, está tudo bem!
....

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Seg 17 Dez 2012, 3:35 am

As pessoas nada sabem,
especialmente quando mais pensam saber.
Dizem que é mais dificil ter e perder do que nunca ter tido...Não é!

Nasci de luto;
Nasci sem mais de metade de mim;
Não lhes conheci os rostos, os cheiros, os sons, toques e reflexos.

Os outros tinham o que eu não tinha.
O legado que deveria ser passado para os que aí veem....a mim ninguém o passou.

Uma vez disseram-me que em mim havia um pouco do que eu não tinha;
Nunca saberei se era verdade,
nunca terei memórias para recordar,
sítios onde voltar,
momentos para reviver!

Cresci sem as metades das metades de mim;

No seu lugar apenas falta, vazio, vastidão...
...Esperança, de no sangue que corropia nas minhas veias existam traços de ADN primordiais de uma existencia essencial a pessoa que sou!

A linha imaginaria de como teria sido se nada fosse como foi, se eu tivesse tido aquela rede de trampolim que me amparasse da queda das cordas bambas em que toda a vida vivi;

Não tenho lembranças,
não tenho lugares,
não tenho um adeus, nem nunca tive um olá,
resta-me a metade minha de quem me tornei,
e a mitica ideia de que me ouvem do além.



......................

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Seg 11 Mar 2013, 3:30 am

"Eles"

Não era amor.
Não era amor, foi assim que ela começou ao explicar o que havia havido entre eles a tanto tempo atrás.
Era apenas um querendo o outro.
Uma vontade que um tinha do outro.
Era um querer tocar quando estavam perto;
Um turbilhão de emoções e sentimentos que percorriam o corpo como electricidade, fazendo um ser do outro, fazendo involuntariamente a massa fisica tocar-se entre si voluntariamente!
Era um friozinho na barriga, um brilho nos olhos, um sorriso nos lábios... os lábios.. que lábios eram aqueles!
Eram todos os cinco sentidos em estado de alerta máximo, fazendo com que cada toque, som, cheiro, visão e sabor fossem momentos de puro extase multiplicado ao expoente maior!
Não, não era amor, como poderia se-lo se um queria apenas do outro, dar, e se por acréscimo pudesse receber de volta, isso seria apenas uma extensão do que um via no outro, sem pedir, receber.
Era quimica, desejo, um era prolongamento do outro, particulas que se atraiam pela força da gravidade, não eram eles, mas seus corpos que se queriam, e eles, eles eram apenas o fio condutor por onde a alma se libertava ao encontrarem-se e tornarem-se eles próprios, maiores do que eles mesmos!
E ainda que longe, ainda que nunca tenha sido verdadeiramente um amor de verdade, é ainda, um amor, que aguarda o seu próprio tempo num multiverso por encontrar.

Dana_bebek
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Re: A nossa poesia

Mensagem por komodore em Seg 01 Abr 2013, 11:06 am

"Porque não vens até mim quando visitas a capital? Terra essa mascarada com um reencontro de vulgares poetas?"

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Re: A nossa poesia

Mensagem por Dana_bebek em Ter 09 Abr 2013, 1:53 am

Têm sido, estes últimos dias passados, uma tremenda busca por um qualquer momento de polisipo, um desespero, um tormento mesmo.
Foi tanto o sal que se escoou de dentro de mim, que vi o fundo sem sair do sítio, e afundei-me sem qualquer gota de água;
Vi o mundo desmoronar e gritei...mas nunca ninguém me ouviu....
Estou só, completamente só, tão e tanto só, sem ninguém, apenas as paredes frias e ameaçadoras, o frio que sobe espinha acima, o gelo que me impele seja do que for.
Estou tanto como sempre estive;
Porque ninguém sabe, ninguém vê, ninguém procura, ninguém tenta encontrar, e então eu resto-me a mim mesma, assim, só, tão só, completamente só e enregelada, petrificada neste mundo onde tudo gira em volta, menos em torno de mim.
Que venham em breve, polisipos, muitos, os bastantes, todos quanto eu tanto preciso.

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