Uma investigação conduzida por uma clínica espanhola em gatos conseguiu criar um genoma resistente ao vírus da Sida/HIV. A descoberta é fruto de experiência realizadas através da manipulação de genes em óvulos de gato onde, um deles, faz com que se tornem fluorescentes.
A descoberta, anunciada pelo diário El Mundo, teve como base uma investigação biomédica em gatos. A escolha do animal felino deveu-se ao facto de milhares de animais serem afectados todos os anos com o Vírus da Imunodeficiência Felina (VIF), semelhante aquele que mais seres humanos mata – o vírus da Sida/HIV.
As semelhanças que ambos os vírus partilham entre si serviram de ponto de partida para o eventual sucesso da investigação. Como tal, os cientistas pautaram a investigação pela introdução e alteração de genomas.
A investigação culminou na introdução de dois genes em óvulos de gato, e as conclusões revelaram o sucesso. Os gatos que nasceram a partir desses óvulos provaram ser resistentes ao VIF e, por outro lado, tornou-os fluorescentes e visíveis no escuro.
A resistência das células destes gatos ao VIF poderá constituir uma ajuda preciosa para, de acordo com a clínica, «melhorar as terapias genéticas contra a Sida/HIV» e ajudar a entender o modo de funcionamento das proteínas que lutam contra a presença do vírus no organismo.
In: Sol



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